Geração de alienados a imagem

Desculpe-me se irritei a alguém com a súbita mudança de visual dessa página entregue ás baratas, pensei apenas que sendo essa uma geração alienada ás imagens e vazia de conteúdo, a mudança do visual daria um jeito de manter o interesse nessa P*%*#.
AH, a porcaria do texto abaixo é de minha autoria, infelizmente eu publiquei essa droga antes de mudar o apelido. Por isso a autoria foi para o estúpido Fito Porto-Velho, se bem que relendo agora esse texto parece uma m()%$ então pode ficar com a autoria desse texto de M*%^#.
Fica aqui a questão: Essa geração de alienados visuais pode gerar mais estragos? Há alguns anos as gerações anteriores de alienados elegeram o Collor (e não vá me dizer que foi por algum outro motivo que não a "carinha de anjo" dele), tô sentindo que tá chegando a hora dessa geração fazer uma c&*%^*%$ desse tamanho. Espero estar errado mas, putz, duvido.
Dúvidas, posições, idéias, reclamações... esqueça o que o estupido Fito Porto-Velho falou e digite qualquer B^*(# aí embaixo afinal quem liga para conteúdo ?

Escrito por BlackBully Bum às 03h03
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Brasília, 16 de Julho de 2004

Capital federal, construída em 1960 pelo governo JK (apodreça no inferno maldito!). Pelas mãos dos operários candangos foi erguida e assentada, esforço que lhes valeu uma pequena estátua de Niemayer em meio ao panteão de Brasília e em frente ao prédio do ministério da justiça. Quanto a JK, que não moveu uma pedra, memoriais, homenagens e o título simbolico de maior presidente da história do Brasil (apodreça no inferno maldito!).

Cá estou eu, em meio aos políticos burocratas, rico e "emergentes"... enfim em meio ao seio da "justiça" do país. Achei alguns dados interessantes:

  1. Brasília tem a segunda maior concentração de ricos do país, perdendo apenas para São Paulo (maldita São Paulo!)
  2. Uma pessoa para ser considerada rica em Brasília deve possuir renda superior a 40 mil reais, putz! Uma pessoa que ganhe R$ 25.000,00 por mês é considerada "normal". Normal? P*&*¨%$@%$¨como é que alguém que ganhe esse puta dinheirão pode ser considerada normal em um país de miseráveis !?!
  3.  Apenas na região do lago sul há uma concentração de cerca de mais de dez mil piscinas. DEZ MIL PISCINAS, dá pra imaginar um dia todas elas sendo enchidas ao mesmo tempo? P*** iria ter uma falta d´água FDP.

Bom, há uma porrada de exemplos de vida boa por aqui, essa cidade não é para pobres como eu (e provavelmente você também) mas não vou me delongar nisso porque essa P*$@% me irrita. Vamos falar sobre o centro do poder nesse país.

Palácio do Planalto, praça dos três poderes e etc...

A primeira visão é imponente, dezenas de carros estacionados ao redor do Palácio do Planalto, um transito infernal se formando nas imediações. Da entrada olho para trás e vejo uma visão ainda mais imponente: As pistas lotadas de carro, a rampa do palácio do planalto, os lagos e espelhos d´água, dezenas de pessoas circulando, portestando e etc... agora entendo como esses FDP dos nossos poíticos se sentem donos do mundo, superiores e intocáveis... Políticos que classe imunda, ganham uma baba canalha para ocasionalmente irem ao congresso (visto que a presença nessas P%*& de reunião são facultativas) e votarem as leis que seus partidos lhes mandarem votar, ganhando como brinde uma bajulação, babação de ovo e a imponente visão do palácio do planalto; P¨&$@ assim até eu!

Saindo da praça do palácio me deparo com a realidade de um cidade para ricos. Parada de ônibus limpa, confortável, transito lento e NENHUMA P$&&$ de ônibus. Quase todos os ônibus tem como destino alguma cidade satélite, muitas pessoas trabalham em Brasília (plano piloto) mas não podem viver por lá dado o alto custo de vida. Então eu, que queria apenas retornar à porcaria da quadra onde estou alojado, tive de esperar quase uma hora para pegar uma droga de ônibus.



Escrito por Fito Porto-Velho às 11h53
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Morre Brizola

Ter, 22 Jun - 08h05

"Brizola morre de enfarte aos 82 anos"

"O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, morreu na noite desta segunda-feira, aos 82 anos, de enfarte. Ele estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, bairro onde morava. Brizola tinha uma infecção pulmonar e foi submetido a uma bateria de exames.

Por volta das 18 horas, quando já estava liberado, o ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul teve uma parada cardiorrespiratória e foi transferido para a emergência, onde recebeu sedativos. Os médicos, então, passaram a lutar para reanimá-lo, mas Brizola não reagiu. A governadora Rosinha Matheus decretou luto oficial de três dias no Estado."

(Agência Estado)



Escrito por Fito Porto-Velho às 18h17
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       Eu sei caros leitores, já faz algum tempo que essa nota não é mais novidade. No entanto é um assunto que merece um comentário e que só não o recebeu antes porque, de minha parte, houveram alguns problemas digitais. Antes de começar, devo salientar alguns pontos:

  1. Nunca fui grande admirador da figura em questão, apesar de que com o tempo e algum aprofundamento da história política do país, ela se tornou uma figura respeitável no meu conceito. Nunca votei nela, até porque votei, mas se tivesse a opção mesmo assim não votaria.
  2. Não faço apologias nem quero estabelecer um paralelismo do tipo: "com esse cara na presidência as coisas seriam diferentes". Dificilmente seriam, Lula recebeu o governo com cerca de três anos do seu governo já planejados e encaminhados. Mesmo que as coisas fossem diferentes, não necessariamente seriam melhores, talvez fossem, talvez não... seja como for o "e se..." não faz parte do trabalho jornalístico.
  3. Homenagem prestada devido a sua atuação política passadas, atualmente sua figura já não era tão relevante no cenário nacional nem suas atitudes refletiam no cotidiano. Era uma figura quase que decorativa fora do seu partido.
  4. Como todo homem ele possuia defeitos. Não é por preferência política que eles não ganham destaque nesse texto, nem é com a intenção de "santificá-lo" depois da morte que os deixo de lado. Trata-se apenas de falta de referências e material sobre esses para que eu faça uma crítica mais incisiva que me impedem de fazer essas críticas.

        Desculpem-me os militantes e admiradores do Sr. em questão se os ofendi em algum momento ou disse algo que os desagradou, mas é minha mais sincera opinião. Seja como for, o comentário está feito, concordem ou não, gostem ou não. Espero que ele seja de alguma valia a quem o ler e que a leitura do mesmo não gere grandes desconfortos.

Grato pela atenção...

PS: A ordem das matérias é essa mesma, não estranhe, de cima para baixo. Eu as dispus nessa ordem para facilitar a leitura.



Escrito por Fito Porto-Velho às 18h15
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O que se perde com a morte de Brizola ?

Em termos práticos pouca coisa. Brizola não exercia nenhum cargo fora de seu partido e seus últimos resultados eleitorais faziam parecer essa situação não mudaria. Seu último mandato se encerrara a dez anos, o governo fluminense de 1990 a 1994, como não tenho lembranças políticas daquela época (tinha entre cinco e nove anos) não me atrevo a julgar se foi positiva sua administração.

"Então qual a importância do homem em questão", vocês devem estar se perguntando (possivelmente não com essas palavras). Permitam-me então reutilizar um discurso que muitos adotaram após sua morte para caracterizá-lo: "sua importância transcende nossos dias". Para os demais membros da "geração 85", a figura de Leonel Brizola é anacrônica.

Brizola iniciou sua carreira política na década de 40 (1947 para ser mais exato). Gaúcho como Getúlio Vargas, e nacionalista como ele. Fora um dos grandes expoentes do nacionalismo, do fim da Era Vargas até o fim de sua vida. No final dos anos 50 sua figura ganhou notoriedade, elegeu-se governador Rio Grande do Sul.

Um de seus primeiros grandes atos como político aconteceu em 1960. Como governador gaúcho, abrigou o vice-presidente João Goulart no seu difícil retorno da China, durante a crise da sucessão de Jânio Quadros. Apoiou a entrega do poder a Goulart, coisa que as leis determinavam mas setores do corpo burocrático se recusavam a cumprir. Leonel deixava suas posições bem claras em um momento em que todos buscavam a cautela.

Manteve-se fiel e firme quanto as suas posições e assim atravessou: a redemocratização pós Vargas, a farsa Parlamentarista de dois anos, a linha dura da ditadura militar, a redemocratização pós ditadura e os nossos dias. Mesmo o país mudando, os brasileiros mudando e os partidos e suas ideologias mudando, a figura de Brizola não mudava.

Isso lhe custou, entre outras coisas, a expulsão do Partido Trabalhista Brasileiro, partido esse que ele ajudou a fundar. Uma das cenas mais tocantes exibidas após sua morte mostrava uma Brizola retornando do exílio no Uruguai, em 1979, e recebendo a notícia da expulsão do PTB. Visivelmente emocionado, o político declarava que o partido que ele ajudara a criar já não existia mais e, às lágrimas, rasgava uma folha de papel com a sigla PTB. Cena tocante e de forte conotação política, apesar que eu duvido que alguém venha a utilizá-las nessas próximas eleições.

Após a expulsão do PTB, funda o Partido Democrático Trabalhista, PDT que tem como símbolo uma rosa vermelha, como vermelhas são as rosas que simbolizam a internacional socialista, como vermelhas foram as rosas que cobriram seu caixão. Para Brizola a política, ao contrário do que pensam praticamente todos os nossos atuais políticos, não era uma obrigação nem apenas uma ocupação ou um serviço ou um favor a população... não, para Brizola a política era uma paixão.

Paixão expressa em seus discursos dramáticos, em sua resistencia diante das mudanças das estratégias políticas e posicionamentos e, principalmente, de, aos 82 anos, com mais de seis décadas de luta política nas costas e saúde não tão forte, continuar nesse meio desgastante que é a política.

Enfim, é isso que o Brasil perde, um político como iguais não se fazem mais, um político que fazia política com paixão. Um político que já a algum tempo havia perdido o rumo e não se encaixava no modelo moderno de política nem se fazia sobressair nesse meio. Mas, acima de tudo, perde o Brasil um político com um passado e importância política que, atrevo-me a dizer, nenhum político vivo e atuante possui.

Vai-se o único político que venceu a máquina eleitoral e o império do mal de Roberto Marinho (Rede Globo), o único político que venceu uma eleição sem fazer média e jogo político com o grupo em questão. Façanha épica em nossos dias de massificação e ignorância, e o mais incrível de tudo, ele o fez por duas vezes. Se tudo o que ele tivesse feito na vida fosse isso já seria digno de respeito.

Adeus Brizola, uma parte da história desse país vai contigo.

 1922-2004



Escrito por Fito Porto-Velho às 18h10
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DIA ABENÇOADO PELOS DEUSES DA BOLA

 
CLÁSSICO "COM CAMISA" x "SEM CAMISA", NA ÚLTIMA QUARTA, ÀS 15HS, GALPÃO-QUADRA DA VEIGA CABRAL.
 
COM CAMISA: Alan Araguaia, Loris, Alex, Potter e Amigo do Alex 1
SEM CAMISA: Amigo do Loris, Amigo do Alex 2, Taion, Fominha de Bola 1 e Fominha de Bola 2.
ARBITRAGEM: Consenso entre as equipes.
 
O time Com Camisa começou imprimindo um ritmo forte à partida, com ataques fulminantes de Loris e Potter. De bolas alçadas por Alex surgiram várias chances reais de gol, de modo que o placar chegou a estar 3x0 para os Com Camisa. O jogador Amigo do Alex não estava em um bom dia (para dizer o mínimo). A falha dos Com Camisa foi ter se jogado muito para o ataque, permitindo que os Sem Camisa atingissem a sua meta cara a cara com o goleiro Araguaia. Apesar dos seus esforços, o arqueiro não pôde evitar o empate.
A partir daí, nenhuma das duas equipes impôs superioridade a outra, convertendo-se em uma emocionante alternância de gols. Justiça seja feita a Taion, craque dos SEM CAMISA, que armou jogadas sensacionais desbaratinando os adversários. Amigo do Loris e Fominha de Bola 1 só tinham o trabalho de empurrar a pelota para a rede. O COM CAMISA entrou em brigas internas, culpando o goleiro Araguaia pelo insucesso coletivo, o que era absurdo. Os SEM CAMISA se aproveitaram desse desequilíbrio emocional.
No segundo tempo, Araguaia mostrou a sua versatilidade ao ir para o ataque, e logo aos trinta segundos anotou seu nome na história da Veiga Cabral, recebendo no meio, livrando-se dos marcadores, e fuzilando o goleiro Amigo do Alex 2. A mudança de posição da grande estrela comcamisista confundiu os SEM CAMISA, que passaram a assistir os COM CAMISA jogar. Situação ilustrada pelo placar de 15x12 quinze minutos antes do fim. Mesmo esgotado fisicamente, Araguaia deu passes magistrais para Loris fazer suas firulas e até Potter teve grandes chances. Não posso esquecer que os COM CAMISA estavam muito seguros porque o goleiro Alex passava tranquilidade na meta. Conseguiu defender melhor que o titular da posição, Araguaia. 
No entanto, os SEM CAMISA foram sábios em guardar suas energias, enquanto os COM CAMISA a desperdiçaram com correrias inexplicáveis. Nenhum comcamisista voltava para o campo de defesa por pura falta de condição física. Amigo do Loris, oportunista, não perdeu a oportunidade de encostar no marcador. Taion também fez o seu, bem como todos os jogadores sem camisa tiraram uma casquinha.
Os COM CAMISA pagaram caro pela falta de planejamento tático e por confiar apenas em seus valores individuais.  
Final: 18x15 (a versão dos vencedores, que sempre é a que fica para a História)
 
CRAQUE DO JOGO: Araguaia
REVELAÇÃO: Taion
MATADOR (do próprio time): Amigo do Alex 1
MÁGICO: Fominha de Bola 2 (pelo número de invisibilidade)
PRÊMIO INCENTIVO AO DESPORTO: Loris
MASCARADO: Amigo do Alex 2
 
"Não existe jornalismo imparcial. Os jornalistas são seres humanos que colocam as suas subjetividades no texto."
                                                            Prof. Manuel Dutra
 
PS: Louros pela matéria ao colega Alan Araguaia, continue assim você vai longe.


Escrito por Fito Porto-Velho às 16h07
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Deu no New York Times

Esses jornalistas estrangeiros que vêm ao Brasil com a idéia de que a capital do país é Buenos Aires, sempre estão me irritando. Eles se acham no direito de chegar aqui, se trancar em seus quartos de hotel e dali tirarem conclusões absurdas sobre o Brasil. Sem nenhuma preocupação em pesquisar, apurar os fatos com várias pessoas (o que se torna difícil, porque esses indivíduos sequer sabem falar a nossa língua), e escrever cuidadosamente, os correspondentes internacionais mandam ao mundo verdadeiras fabulações diariamente. Não é um fenômeno recente. Mesmo quando as matérias são supostamente positivas, a realidade é distorcida: somos expostos como um povo feliz, bonito, que vive se deleitando em um paraíso tropical. Não preciso nem exemplificar para revelar a ilusão que essas palavras representam. Mas os brasileiros adoram essa imagem no exterior, e muito se empenham para mantê-la, talvez por vergonha de ter despidos todos os nossos problemas frente a europeus e estadunidenses (como se fosse algum mistério). Devíamos conversar francamente, dizer que somos um país estraçalhado pelas nações ricas e vamos procurar um caminho próprio, já que ninguém quer nos ajudar.

Mas existe um fato recente e notório que me estimulou a abordar esse tema: Larry Rohter, correspondente do New York Times em Brasília publicou uma matéria no jornal mais poderoso do mundo, chamando descaradamente o presidente Lula de cachaceiro inveterado. E esse não é o principal problema (afinal, eu sei lá se Lula é pé-de-cana ou não). O erro de Rohter foi além de publicar uma matéria totalmente despropositada, sem nenhum interesse para o jornalismo político (estava mais para fofoca, quem quiser conferir vai no Google e digita as palavras-chave “new york times preocupação nacional lula”– não sei linkar), colocar o assunto como “preocupação nacional”. O tom usado dá a entender que os brasileiros não dormem preocupados com os hábitos etílicos de Lula! E isso é nada mais do que MENTIRA. O jornalista desrespeitou o povo brasileiro ao difama-lo mundialmente (veja bem, destaco que o povo brasileiro foi o grande difamado, mas não quero dizer que Lula não o foi também), como pessoas fúteis e mesquinhas, que não têm nada melhor para pensar do que nas bebedeiras de Lula.

Agora eu entro na polêmica que veio à baila: o governo está ou não correto em suspender o visto de permanência do jornalista no Brasil? Deixa eu logo dar a minha opinião: está. Só que não é um apoio incondicional, eu não concordo com os reais motivos que levaram Lula a tomar essa medida. Ele levou para o lado pessoal, e usou a máquina governista para descarregar sua mágoa, considero isso equivocadíssimo. Mas penso nessa suspensão como algo maior, de contexto geopolítico. Sou abertamente anti-EUA e sonho com o dia em que esse império ruirá. Daí temos que o jornalista em questão é americano, um dado importante. Se não fosse americano, acho que poderíamos dar um refresco pro cara, mas ELE É AMERICANO. Sabemos que os EUA (e o seu povo internaliza isso) pensam que podem enfiar suas botas sujas de lama em todos os cantos do mundo, sem pedir licença, mudar configurações sócio-políticas, enfim, botar o pé na mesa e pedir uma cerveja bem gelada. Não podemos perder nenhuma chance de mostrar a eles que temos dignidade, e não vamos aceitar humilhações sistemáticas. Eles têm que sentir resistência, que somos chatos, e metidos a valentes. Então, devemos expulsar esse “jornalista” do país, e fazer com que isso tenha o máximo de repercussão no mundo. Claro, depois do barulho, metemos um processo no jornal e em Rohter e deixamos o indivíduo voltar. Uma medida meramente retaliativa, porque me considero em guerra, e guerra é guerra – o principal é abater o inimigo, questões de bom-senso ficam para depois.

Óbvio que não nutro a fantasia de que Lula pensou nisso tudo ao suspender o visto de Larry Rohter. Mas mesmo errando a jogada acertou o gol (que metáfora horrível, nem sei se se aplica). Não sou um terrorista raivoso que planeja ataques aos EUA, só não me conformo com tanta ingerência no mundo, tida como natural.

Antes que eu me esqueça, viva à liberdade de imprensa!(que não tem nada a var com jornalismo irresponsável...)

 



Escrito por Alan Neves às 18h37
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Uma séria crise de desânimo e falta de criatividade se abate sobre nós

É um tanto difícil retornar com os comentários Definitivamente, meu bom e velho computador não gosta de blogs, do contrário não colocaria meus textos nessa pobre situação de "tijolão" a qual todos são imediatamente formatados após o pedido de "postagem". Seja como for, publicarei meu curto (gostaria de escrever mais mas o tempo me impede e parece-me que quanto mais escrevo mais mal-interpretado sou) comentário bem aqui, sem objetivos maiores senão a publicação de minha sincera decepção com os comentários secos que alguns fazem. Comentários estão aqui para expressarem idéias mas parece-me que os "comentaristas" não estão interessados nisso. Nesse caso tudo que posso pedir é: Não comentem. De comentários vazios sem qualquer conteúdo construtivo ou sequer uma opinião clara (cof cof cof REVERENDO HEAT cof cof cof) o mundo está cheio. Entendo que o espaço de mil caracterees é limitado, porém não os priva da oportunidade de postar alguma opinião marcante ou inteligente, fica então o apelo: por favor tenham maior cuidado com a escrita. Em segundo lugar venho a dizer que alguns conceitos precisa ser revistos, mas esse conselho não é para vocês, pobres e, até aqui, apenas criticados, por mim, leitores. Essa crítica é para os meus colegas que, entre outras coisas, elabolaram o conceito dessa página/blog e me convenceram a embarcar nesse projeto. Grande parte dos textos postados até agora pouco tem a ver com s ideais iniciais do projeto, precisamos nos organizar melhor e dedicarmos um pouco mais de nossa massa cinzenta a produção de boas redações, do contrário não estaremos fazendo mais do que aqueles a quem criticamos. Antes de findar meu pouco produtivo retorno, fica a dica de um novo espaço na rede: PAPERBACK WRITERS, blog de um colega nosso com propostas interessantes... tá certo que até agora só tem um poema profético/apocalíptico, mas conhecendo o rapaz podemos esperar coisas boas em breve. Assim sendo despeço-me... PS: Abrir uma igreja para Maradona em Belém?... Sito muito amigos mas um deus não venera a outro.

Escrito por Fito Porto-Velho às 16h29
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Post em fragmentos (esse é a continuação do que está abaixo.)

-                          A lenda em questão foi veiculada anos após o ocorrido, naquele momento Pelé não apenas não afirmou sua suposta posição, como também não participou de nenhum tipo de manifestação contra a ditadura.

-                          Pelé de fato não se intitulou como o “melhor atleta do mundo”, foi assim nomeado pelo governo Brasileiro (que encontrou nele um bom garoto-propaganda para si) e , alguns anos após encerrar a carreira, pela FIFA. Pelé não se atribuiu esse título, no entanto, vestiu a carapuça. Assumiu para si esse titulo, endeusou a própria figura, tomou como verdadeiro aquilo que fosse dito de magnífico ou extraordinário sobre sua pessoa.

-                          Pelé esqueceu de suas origens, um menino pobre de três corações que elegeu Didi como o melhor atleta do mundo;

-                          Esqueceu-se também dos amigos: em sua recente lista sua com os melhores 125 atletas de futebol ainda vivos, não incluiu nenhum dos seus ex-companheiros do tempo de santos;

-                          Pelé rejeitou a própria cor, durante anos negou sua etnia negra, e quando sua primeira filha nasceu registrou-lhe como de cor branca;

-                          Pelé negou, e ainda hoje não assumiu, a paternidade de uma filha em um caso extraconjugal e não assume os netos que ela gerou...

-                          Pelé, quando indiciado sobre uma série de fraudes e sonegações de sua companhia, a Pelé Sports e Marketing, não assumiu a responsabilidade sobre o ocorrido. Preferiu indicar como o verdadeiro culpado um amigo seu, que ele havia convidado para ingressar na companhia. Seu ex-amigo disse que se sentiu traído.

 

A diferença de humildade entre eles pode ser medida no momento em que Diego Maradona lança sua autobiografia chamada “Eu sou Diego do povo”. Tudo o que fosse veiculado a imagem de Pelé deveria conter no título ao invés de seu nome, termos como “o rei”, “o melhor do mundo” ou algo equivalente. Diego Maradona foi endeusado mundo, Pelé se endeusou.



Escrito por Fito Porto-Velho às 16h03
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Diego Armando Maradona, um símbolo do mundo moderno - Parte 2

 

 

            Diego Maradona, um dos maiores expoentes do bom futebol e um dos atletas de maior personalidade do meio. Personalidade que lhe rendeu apelidos como “Genioso, porém, genial” e uma série de desafetos.

            Diego incomodava por seu gênio muito mais que por seu bom futebol. Seu gênio o fez sofrer, embora de ma forma geral a imprensa brasileira negue isso, uma séria perseguição dentro da entidade máxima do futebol.

Como já fora antes postado, o mundo, em eleição via internet, apontou Don Diego como o melhor jogador de futebol de todos os tempos.  Não aceitando que o mundo elegesse Maradona o melhor atleta da historia do futebol, a FIFA fez uma votação interna para justificar a escolha de Pelé para o posto.

            Pelé é um mito dentro do Brasil, porém, não é para o Brasil um mito  tão grande quanto Maradona é para a Argentina e, porque não dizer, para o mundo. A figura de Pelé, ao contrario do que a mídia nacional, e em parte, internacional coloca, é um homem cheio de defeitos. Longe do Semideus que se imagina quando se fala dessa figura:

-                          Pelé, ao contrário de Maradona, nunca fez coro contra ninguém: enquanto os militares estiveram no poder, fez coro em apoio a eles; quando os militares abandonaram o poder, em um momento em que todos passaram a critica-los e negar o apoio que receberam deles, fez coro pela liberdade e contra a ditadura... Aliás, depois do fim da ditadura, Pelé criou uma lenda em torno de sua não-ida a Copa do Mundo da Alemanha em 1974: “Pelé não embarcou porque era contra o autoritarismo dos militares que governavam o Brasil”. Uma história bonitinha, se fosse verdade seria um grande ponto a favor de Pelé, pena que não era. O verdadeiro motivo para Pelé não ter participado daquela Copa foi: “Pelé já não era mais o mesmo”. Naquele mesmo ano “o Rei” abandonaria o esporte, já não proporcionava mais as apresentações espetaculares e míticas que rodeavam sua carreira. Pelé não era mais o melhor jogador do mundo, acredito que sequer era o melhor jogador do Brasil naquele momento.



Escrito por Fito Porto-Velho às 16h01
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O Futebol

Quero entender por que ainda insisto em jogar futebol. É o esporte mais legal que eu conheço, o único que provoca em mim umas descargas generosas de adrenalina. Mas ao sair da posição de espectador e me tornar um dos atores do espetáculo, sinto que a magia do futebol é dissipada. A partir daí, eu odeio futebol. Não proporciona prazer, pelo contrário, após dez minutos de correria tudo o que mais quero é que o tempo passe. Pernas fatigadas, coração aos galopes, dor de veado, respiração sôfrega, sem contar a cruel pressão psicológica exercida pelos próprios companheiros: “Égua, toca direito essa bola!”, “Por que tu não foste em cima?”, “Estás estragando todas as jogadas”, “PQP, Alan!”. O que dizer em uma situação dessas? Nada, apenas levantar as sobrancelhas e dar com os ombros. Não me alisto então entre aqueles que batem uma pelada para descontrair o corpo e a mente depois de uma semana estressante. Após a partida (ah, que alívio, o inferno acabou!) sempre estou fisicamente moído e moralmente abalado.

Com esse depoimento auto-flagelante parece óbvio que eu deveria pendurar as chuteiras para o meu bem e principalmente do time, mas as coisas não são simples assim. A despeito de prever todo o desastre que se sucederá, há uma força estranha que me leva a aceitar convites para jogar futebol sempre que eles aparecem (raramente, é verdade). Como isso se explica através do prisma da psicologia? Por que me sujeito a uma atividade que sei, é uma tortura para mim? Masoquismo? Esquizofrenia?

Me debruço sobre esse tema ainda sob o efeito do trauma que foi o meu desempenho futebolístico hoje. Até que se compararmos com as experiências anteriores, não fui tão mal assim. Roubei uma bola, dominei corretamente duas, chutei outra com a pretensão de direciona-la para o gol, até dei uma cabeçada que se pegasse em cheio... De qualquer forma saí de campo com a convicção de nunca mais voltar (como sempre). Só para registrar, meu time perdeu (tento me lembrar se alguma vez estive em uma equipe vitoriosa...) por seis tentos a quatro. Estávamos sendo derrotados por quatro a zero, a reação se deu quando fui para o gol, por pedidos imperativos dos meus companheiros. Ainda tive tempo de ver um deles orientando aos outros que não permitissem que a bola chegasse à minha meta. Orientação essa, muito bem desempenhada. Aí me senti um terrorista que representava um grande perigo a humanidade: pelo menos alguma coisa relevante.

Vocês venceram, opositores ferrenhos de meu futebol. Deixo, a partir da publicação desse post, a incumbência de desempenhar o esporte bretão a quem o faça com prazer e talento. Não acredito que eu vá acatar minha própria resolução, pois sempre há uma esperança cretina, mas prometo me esforçar. Aconselho que Selmir, Rogério Belém, Jobson, Sandro, enfim, o time do Paysandu inteiro, sigam o meu exemplo. Para o bem de todos.

 

Já disseram que o futebol é o ópio do povo. Só para esse post não ficar tão entorpecido, deixa eu falar uma coisa séria:

Hoje é 1º de maio, dia do trabalhador. Essa semana o governo Lula deu um presentinho para a classe dos oprimidos: um aumento de vinte reais no salário. O que você faz com vinte reais? Compra um CD? Uma camisa? Um trabalhador humilde precisa garantir a comida, o pagamento das contas, o material escolar das crianças, entre muitas outras despesas, e vinte reais não dá nem para começar.

Se por um capricho do destino o nosso presidente acessar esse blog, tenho um recado para ele: o senhor deveria fazer como os avestruzes e enfiar a cabeça na terra.



Escrito por Alan Neves às 21h40
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Comunicação, Política e Cachaça

Depois de ter sido vítima de falsidade ideológica, estou de volta. Devo dizer ao maradoniano Taion que não fiquei tão ofendido com a utilização imprópria de meu nome, porque fez um texto de qualidade inquestionável. Mas para garantir que isso não se repita, cuidarei de ensinar meu desajeitado amigo a fazer com que seu exótico nominho apareça ao fim de seus artigos.

 

 

 

Imagine em torno de mil jovens dados à boemia, reunidos na paradisíaca cidade de Fortaleza, capital do Ceará, durante uma semana, no ensolarado mês de julho. Imaginou? Agora pense que a proposta dos organizadores desse grandioso evento é discutir assuntos importantes como: governo Lula, reforma universitária, qualidade de ensino em Comunicação, movimento estudantil, entre outros. Esses são os elementos do próximo ENECOM (Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação), que congregará estudantes de norte a sul do país. Tarefa árdua será a de tirar alguma produção política daí, até porque diferentemente da geração de nossos pais, não somos dados à participação política.

Estive no último feriado de Tiradentes (cada povo tem o Jesus Cristo que merece) presente em uma reunião aqui em Belém, com estudantes de Comunicação interessados na questão, no escritório da vereadora Marinor Brito, do PT. Eram em torno de cinqüenta pessoas, todas muito engajadas para fazer parte da bancada paraense ao congresso. Esse momento de "Pré-Enecom", pelo que eu entendi dos relatos de veteranos, é resultado da experiência adquirida com o último, em 2001: uns 2500 estudantes fizeram do que deveria ser um evento para discutir o movimento estudantil em uma imitação de Woodstock (só de ouvir as histórias, dá vontade de ter estado lá), com direito a doses generosas de álcool, drogas, rock'n'roll e dizem até de amor livre. Mesmo não parecendo tão péssimo assim, os líderes consideraram uma lástima (duvido se eles não cairam na farra também...), e para evitar uma nova edição do festival, esse ano buscam primeiro introduzir os participantes ao debate político que quer se travar. Essa tal reunião do Tiradente's holiday fazia parte do plano. Honestamente, percebi que algo não estava indo como o esperado desde o começo. Em um dos grupos de discussão, o líder estudantil Alan Thomaz, (ilustre xará, aliás o que não falta pra mim é xará nesse curso, pelamordedeus...) coordenador do centro acadêmico do curso da UFPA, começou por perguntar aos circunstantes nominho e por que motivo queriam taaanto ir nesse congresso, a ponto de sacrificar um feriadão? Algumas respostas:

"Ah, eu fiz cursinho três anos, não pude nem ir pra Mosqueiro, e agora quero viajar, conhecer Fortaleza..."

"Viajar, conhecer pessoas..."

"Ver os estudantes de outras partes do país, que eles falam mal da gente, quero ver qual é essa onda aí..."

"Além de viajar, conhecer as discussões que envolvem os estudantes de Comunicação, sobre a qualidade de ensino, reforma universitária..."

Pelo menos alguém chegou perto do intuito inicial (a última fala), se bem que é perceptível pelas palavras da pessoa qual a sua prioridade. Querem saber o que eu respondi? Não vou dizer, prefiro assumir a posição de observador (nós nunca somos totalmente honestos quando falamos de nós mesmos). Nesse momento, tive certeza: "vai ser muuito louco esse congresso... é uma pena que eu não vou!". Por outro lado, eu lamento um pouco que o debate político entrará por um ouvido e sairá pelo outro de muita gente. Vejam bem, não estou rogando praga, apenas falo isso baseado nas impressões que tive. Mas vendo com otimismo, um entre dez dos que forem ao Congresso, devem voltar com boas idéias. E se algum milagre acontecer, e a mentalidade individualista do jovem mudar, podemos esperar congressos futuros bem mais ricos em debate (só não podemos esquecer das farras, tão importantes quanto a política!).

Voltando àquela quarta, 21 de abril, depois de três horas da parte séria (ei, eu achei que foram válidas), partimos para o que até então só olhávamos com o rabo do olho: as especiarias alimentícias e alcoólicas! Foi aí que dedicamos a maior parte do tempo (umas seis horas), regados a caipirinhas, tchtchuátchátchás (pra quem não sabe, eu não sei explicar o que é isso!), brincadeiras ambíguas e tudo o mais que só o efeito do álcool proporciona a nós, pobres prisioneiros da moral. Não detalharei essa segunda parte, pra preservar as pessoas que se encontravam lá.

É, mas isso foi uma pequena amostra do que será o ENECOM. Uma boa pedida para o mês de julho!

 

"O MEUPAL tem muitos membros, muitos membros ele tem! Eu sou um deles, você também, louvemos ao MEUPAL!" (grito de guerra para a entrada do MEUPAL - Movimento dos Estudantes Unificado Pró-Álcool, a mais respeitada sigla dos encontros de comunicandos)



Escrito por Alan Neves às 00h43
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O texto ficou muito mal-formatado

Prometo conferir melhor a formatação antes de publicar qualquer coisa da próxima vez. E não se esqueça, o post foi do Taion, não do Alan.

Escrito por Alan Neves às 01h18
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Diego Armando Maradona, um simbolo do mundo moderno... Parte 1.

Nestes últimos três dias o mudo do futebol anda preocupado, Diego Armando Maradona, um de seus maiores expoentes, foi internado em estado de saúde grave, em Buenos Aires. Problemas respiratórios foram um dos principais problemas registrados no ex-atleta camisa dez argentino, as causas do problema ainda não foram confirmadas, fala-se, sem comprovação, de overdose e consumo de cocaína... aqui termina o fato e tudo o que se sabe sobre ele. O caso em si é algo preocupante, Maradona passou cerca de dois anos fazendo tratamento terapêutico para se livrar da dependência química e, graças a anos de dependência, se encontrava com a saúde debilitada, não se sabe ao certo como seu organismo reagirá, se confirmada a hipótese do consumo de drogas, á crise de abstinência que, invariavelmente, ataca os dependentes químicos... agora, o real motivo que me levou a escrever esta mensagem não é a crise de saúde que o craque argentino passa, mas sim o juízo errado que muitos, incluindo aí a maior parte da crônica esportiva brasileira, fazem sobre sua figura. Pude acompanhar a cobertura do assunto por meio de vários canais de comunicação, televisão aberta e fechada, e pude confirmar que em sua maioria, os canais de televisão davam ênfase á hipótese, não confirmada, de overdose de drogas. A crônica brasileira adiantou-se em fazer o seu papel moralista dizendo que: “Maradona é um transgressor, arrogante e um péssimo exemplo á juventude e ao esporte por ser um viciado em drogas”. Novamente a mídia brasileira cumpre seu papel com profundo sensacionalismo, personificam toda a subversão na figura de Maradona e o cobrem de adereços pejorativos (fazem-no, aliás, covardemente pois o homem em questão não está em condições de se defender), tomam-no por mau-exemplo, mau-caráter, arrogante... A mídia atribui a Maradona uma serie de condições as quais ele certamente não pediu. Esquece-se a mídia que antes de ser um mau-caráter ou um mau-exemplo, um dependente químico é um doente, é uma vitima e não vilão. Vitima sim, vitima como Giba, que a algum tempo foi pego no exame anti-doping por consumo de maconha, se disse. Giba infringia não apenas as leis esportivas como as leis constitucionais quando fumava cigarros de maconha, que não mudavam seu desempenho, apenas satisfaziam algum anseio pessoal. Giba fora absolvido pela critica nacional e pela federação internacional de vôlei, que passou a mão em sua cabeça e lhe “puniu” impedindo-o de atuar em DUAS partidas pela seleção brasileira de vôlei, ah!,é claro, as autoridades federais nada fizeram, como raramente fazem no tocante a algum ídolo nacional. Giba voltou a sua carreira como se nada tivesse ocorrido, tendo inclusive ganhado alguns elogios, como da ex-jogadora de vôlei Isabel que disse “Ele é um grande exemplo para mim e para meus filhos”. Não posso negar que há várias diferenças entre os dois casos: Giba vem de uma família de classe media/alta, Maradona vem de uma família pobre; Giba completava sua equipe, não era peça fundamental, Maradona carregou todas as equipes que defendeu; Giba não possuía desafetos declarados, Maradona, graças a sua personalidade explosiva e língua-solta, possuía vários desafetos, principalmente dentro da FIFA (Federação Internacional de Futebol e Associados); Giba é brasileiro, Maradona é argentino... talvez esta seja a principal diferença entre eles. A histórica, absurda e cega, “rivalidade” entre brasileiros e argentinos mostra-se presente quando o atleta Zinho quando questionado sobre bons e maus exemplos dentro do seu meio escolhe á Pelé, um dos maiores mitos produzidos pela imprensa brasileira, com um bom exemplo e Maradona como um “péssimo-exemplo”. As alegações ? “Pelé foi o maior jogador que já existiu”, “Maradona se envolveu com drogas”. Nossa! Porque ir tão longe para escolher um mal exemplo? Esqueceu-se Zinho do atleta Edmundo, que aliás foi seu companheiro no Palmeiras de 93/94, que, dirigindo embriagado, matou uma jovem em acidente de trânsito? Esqueceu-se que esse mesmo Edmundo foi um recordista em expulsões, que ele entrava em uma partida obstinado a “quebrar” algum adversário especifico? Esqueceu-se Zinho do atleta Guilherme que, novamente dirigindo embriagado, matou duas pessoas em acidente de carro? Guilherme, aliás, posou de vitima nessa situação enquanto na verdade era o principal culpado. Será que apenas por usar drogas, (foi severamente punido por isso, ao contrário de Giba, chegou a ficar 1 ano sem poder atuar) Maradona é um exemplo tão pior quanto aos maus-caracteres citados acima? Digo mais, Maradona pode ser um ótimo exemplo. As pessoas não conseguem enxergar que Maradona jamais fez apologia ás drogas. Maradona assumiu sua condição de dependente com tristeza e, em sua autobiografia, colocou as drogas como o maior erro de sua vida. Maradona é um exemplo ainda maior por ser um homem de opinião: enquanto a Argentina se curvava para os EUA, Maradona muda-se para Cuba e se torna amigo de Fidel Castro; enquanto o mundo trata Pelé como um ser intocável, Maradona, ao ser eleito o melhor atleta do mundo em votação via internet, comenta que "é triste saber que não se é amado em seu próprio país", alfinetando o atleta que ficou em segundo em tal eelição; enquanto alguns Argentinos apoiam as decisões de sua nação de forma incondicional em nome de um tal patriotismo e orgulho portenho, Maradona comenta a votação Argentina favorável do embargo á ilha de Fidel "Quando é que deixaremos de ser lambe-botas dos EUA?"

Escrito por Alan Neves às 01h13
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Por falta de tempo dividirei a mesagem

Caros colegas, mesmo que apareça outro nome embaixo da mesagem, quero dizer que ela foi postada pelo seu colega de Turma Taion, seu nome apenas não aparece porque não sabe ainda como fazer para que ele apareça. Dito isto vamos ás mensagens: Caros amigos jornalandos e caros leitores em geral. Apesar de ter me envolvido com este projeto dês do seu inicio, sou um dos últimos a postar alguma mensagem. Fato estranho á primeira vista posto que: 1- fui um dos idealizadores da página, dei pequenas sugestões aqui e ali (sugestões que em sua maioria foram reprovadas, fazer o quê, é uma pagina democrática); 2- Uma produção de texto minha foi a principal responsável pela efervescência criativa que se abateu sobre os meus colegas e pelo ímpeto implacável pela busca da publicação dessas perolas jornalísticas que acabaram por surgir (OS: É uma tremenda falta de modéstia dizer algo assim mas, eu juro, foi tudo involuntário, “sem querer querendo”). No fundo no fundo, acredito eu que os reais motivos para essa letargia toda foram: 1- Problemas tecnológicos, que ainda não foram resolvidos (quando será que esse maravilhoso computador vai funcionar devidamente da maneira correta); 2- O próprio desencontro emocional/biológico pelo qual passa meu corpo, e, temo eu, continuará passando por um bom tempo. Seja como for, cá estou eu, finalmente, com alguma coisa em mente e em ponto de bala para minha primeira contribuição para com este maravilhoso meio, no qual meus queridos amigos Alan Araguaia e “Nathalie Golden” postaram brilhantemente as duas primeiras mensagens. Devo dizer que não concordo com tudo o que está escrito, alguns detalhes aqui e ali não me agradam, porém devo dizer que adorei a redação dos textos e fiquei, sinceramente, impressionado com o desenvolvimento deles levando em conta que se trata de um Blog. Vamos lá, sem maiores delongas e sem maiores rodeios, a não ser por um pedido de desculpas por postar um texto que, certamente, não é aquilo que vocês esperavam de mim, garanto que o poema nebuloso sobre a condição humana virá em seguida (risos).

Escrito por Alan Neves às 01h09
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